terça-feira - 09 de fevereiro de 2010
Estado ocupa 40º lugar em pesquisa nacional | Imprimir |
18-Jan-2008
Pesquisa aponta principais gargalos da malha rodoviária brasileira, com vias em estado crítico

A precariedade das rodovias federais no Ceará não é só queixa de motorista inconformado, são estudos do próprio Ministério dos Transportes que legitimam a cobrança por melhorias. Pelo menos 89,3% dos trechos já avaliados no Ceará são considerados regulares, ruins ou péssimos. O melhor trecho de rodovia federal no Estado está na BR-226, que liga Fortaleza (CE) a Natal (RN), conforme Pesquisa Rodoviária 2007, divulgada em novembro do ano passado pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) em 109 ligações rodoviárias em todo o País. Mas, dos 109 trechos, o Estado fica na 40ª posição, com a rodovia federal Fortaleza-Natal considerada regular. A BR-116, que corta o Ceará em direção ao Estado de Pernambuco, está na 67ª posição do ranking e é considerada regular para o tráfego de transportes.
De acordo com a pesquisa, em sua 12ª edição, pelo menos dois terços das rodovias federais apresentam deficiências na sinalização – placas escondidas pelo mato e ausência de faixas no asfalto. Em cerca de 50% das estradas os motoristas encontram buracos, afundamentos ou ondulações. A Pesquisa Rodoviária 2007 faz levantamento de que são necessários R$ 23, 4 bilhões para recuperar a malha viária do País. Os trechos reprovados foram classificados como regulares (46,9%), ruins (19,8%) ou péssimos (7,5%). São Paulo tem os melhores trechos avaliados, entre administrados pela União, pelo Estado ou por concessões públicas (empresas particulares).

A BR-222, que corta a zona norte do Ceará, teve a pior avaliação da pesquisa, mas refere-se ao trecho da rodovia entre os municípios de Açailândia e Miranda do Norte, no interior do Maranhão. São consideradas ruins ou péssimas 47,6% das rodovias do Nordeste, região que só perde nesse quesito para a região Norte.

O relatório concluiu os principais gargalos da malha rodoviária brasileira, com longos trechos rodoviários em estado crítico: 54,5% (47.777 km) da extensão pesquisada encontram-se com o pavimento em estado regular, ruim ou péssimo; 65,4% (57.253 km) apresentam sinalização com problemas; 42,5% (37.259 km) não possuem acostamento; 39,0% (31.880 km) possuem placas com a legibilidade deteriorada e incompreensível.

O Ceará possui apenas 17,4% (533 km) de sua malha rodoviária considerada boa ou ótima. São considerados ruim ou péssimos 20% (609 km) da pavimentação asfáltica, e 39,6% da sinalização é também considerada ruim ou péssima. Em 13,4% da malha há afundamentos, ondulações ou buracos e 67,2% possuem acostamento tomado pelo mato ou simplesmente não possuem acostamento. Em apenas 41,9% (1.274 km) há placas indicando limite de velocidade. O pior trecho do Ceará está em 34 km na BR-403, altura com a CE-183, considerada, de um modo geral, ruim de pavimentação, de geometria e péssimo em sinalização.
 
 
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